Despesas públicas no setor privado do DF

Espacialização e impacto

Ana Maria Nogales, Andrea Cabello, Frederico Bertholini, Guilherme Viana, Lucio Rennó e Thiago Rosa (IPEDF)

ObservaDF

17 de agosto de 2022

Resumo 1/5

  • A pesquisa utiliza dados da transparência do Governo do Distrito Federal (GDF) sobre as despesas efetivamente pagas pelo GDF, de 2016 a 2020, dados de CNPJ da Receita Federal, dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) identificada e dados de geolocalização da IPEDF. Dados financeiros foram calculados a preços de 2022.

  • Analisamos as despesas do GDF associadas aos CNPJs cujo credor é do Setor Privado. Este estudo é pioneiro, pois mobiliza dados de diversas fontes, enfocando a unidade mais desagregada e tangível da efetivação do gasto público: os pagamentos realizados, discriminados por credor.

Resumo 2/5

  • O objetivo é avaliar o papel do GDF como consumidor de bens e serviços através do mapeamento das despesas públicas. Identificamos o perfil de consumo do governo e como este pode fomentar a economia local do DF através de seu gasto.

  • Encontramos pouca variação no total de despesas pagas ao setor privado no período 2016 a 2020. No período analisado, as despesas com o Setor Privado foram em média de 6,89 bi por ano, o que representa, aproximadamente, 23% da despesa total.

Resumo 3/5

  • Sobre a distribuição por UF, constatamos que o GDF destina a maior parte de seus recursos para pagamento dos credores do próprio DF, em média de 5,66 bi por ano, o que representa aproximandamente, 82% da despesa no Setor Privado período.

  • Sobre os padrões espaciais da distribuição dos pagamentos do GDF, há grande concentração no Plano Piloto, seguida de Taguatinga, Ceilândia, Guará e Samambaia, com pequena presença também em Gama, Sobradinho e pontos mais esparsos, como em Brazlândia e Planaltina. Há indicação de um vetor de desenvolvimento associado à saída sudoeste e sul da cidade.

Resumo 4/5

  • Na comparação entre empresas do DF que receberam recursos do GDF e empresas que não receberam recursos, as que receberam são mais antigas e têm, em média, mais empregados. No setor de comércio essas diferenças são menores e no de construção são maiores.

  • De forma geral, a relação entre empregos e valores recebidos é positiva, as empresas que geram mais empregos também são as empresas que tendem a vender maiores valores ao Governo.

Resumo 5/5

  • A partir da aplicação de um modelo estatístico de pareamento, que verifica se passar a receber valores do GDF faz com que as empresas gerem mais empregos, encontramos evidências apontando em sentido opostos.

  • Nos biênios 2016-2017, 2017-2018 e 2018-2019, a exemplo de desenho similar feito em outro estudo para os períodos 2010-2011, 2012-2013, 2013-2014 e 2014-2015, não foi encontrado esse efeito.

  • Entretanto, para o biênio 2019-2020, ano da pandemia, foi encontrado um efeito positivo de ser credor do GDF para a manutenção de empregos.

Identificação do tipo de credor

Quantidade de empresas

Localização das Empresas por UF

Categoria Econômica

Função de Governo

Mancha de credores

Nível de concentração de mercado por Função de Governo

Quantidade de empresas analisadas

Tamanho - quantidade de empregos

Tempo de atividade

Data de Inicio da atividade

Distribuição de recursos por setor

Recursos recebidos e tamanho

Testando hipóteses: qual o impacto do GDF no mercado de trabalho?